Diferencial no atrativo

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Não é possível negar que a inclusão digital é uma das principais bandeiras da exposição da Campus Party Brasil. Vários estandes permitem acesso a computadores e à internet, dos patrocinadores ao Acessa São Paulo, do governo estadual, e o Telecentro, da Prefeitura Municipal. Nem por isso a procura pelas máquinas do Telecentro fica menor.

A competição é acirrada. São várias opções de jogos, que atraem fortemente as crianças. Mas o diferencial do Telecentro são os conteúdos dos cursos, que mantêm, nos horários de maior movimento da feira, a casa cheia.

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Os participantes vêm em grupos de poucas pessoas, ou mesmo de 20, lotação máxima do Telecentro. O curso mais procurado, assim como nas unidades espalhadas pela cidade, é o do editor de imagens Gimp, que já foi comentado aqui. Maquear a Angelina Jolie, ou colocar “em chamas” uma foto normal do ator que faz a Tocha Humana no cinema (com todas máquinas ocupadas, não foi possível à nossa reportagem participar desta oficina) são experiências muito interessantes que podem ser repetidas em casa ou nos Telecentros da cidade.

Acessibilidade até no video game

Dentre os vários jogos eletrônicos disponíveis, uma das atrações que mais faz sucesso na exposição da Campus Party é o Wii instalado no Telecentro através da parceria com o Instituto Efort. A ideia é demonstrar que não há restrições para quem quiser jogar.

É só entrar na fila e esperar a sua vez.

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Nas fotos acima e abaixo, o instrutor auxilia uma jogadora inexperiente. O game mais jogado é Wii Sports, com boliche, tênis e outros esportes.

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E abaixo, em foto da organização da Campus Party,  uma pessoa com deficiência joga.

Brincando com fotografias

Veja o resultado de uma oficina de tratamento de imagem aqui no Telecentro da Campus Party.

Essa era a imagem:

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Parece que ela acabou de acordar. Mas, depois de um pouquinho de tratamento no programa Gimp, ficou assim:

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Agora pode até entrar em uma festa pelo red carpet.

É possível observar o realce dos olhos e boca com cores diferentes, um retoque na maciez da pele e ainda uma suave maquiagem nas bochechas. Tudo isso foi feito com ferramentas simples que podem ser utilizadas por qualquer um, no software gratuito (de código aberto) Gimp (www.gimp.org, em inglês). Se o sistema operacional for Windows, há como baixar uma versão específica do programa.

A oficina foi ministrada pela professora Nancy Furtado, que responde no e-mail nancytelecentros@yahoo.com.br.

Oficinas continuam nesta quinta

Telecentro

As oficinas continuam nesta quinta-feira (22/01) no Telecentro da Campus Party. Veja os horários e participe, pois elas são abertas e gratuitas. O Telecentro possui computadores com acessibilidade total, graças à parceria com o Instituo Efort, e todos usam sistema operacional Linux, gratuito e de código aberto, assim como também são gratuitos os softwares com os quais se trabalham nas oficinas.

11h – Tratamento de imagem

13h – Pesquisa na Rede: Vá direto ao foco!

15h – Animação de imagens

17 – Emprego: O que você busca? Pesquise aqui!

19h – Tratamento de imagem

21h – Pesquisa na Rede: Vá direto ao foco!

O “cachorro louco” dos softwares livres

John "Maddog" Hall

John “Maddog” Hall (foto),  o cachorro louco dos softwares livres, ministrou mais uma de suas cativantes palestras no palco principal da Campus Party nesta quarta-feira. Ele é dono de uma das vozes mais altas no coro pelo uso de softwares de código aberto.

“Software livre não é novidade”, prega Maddog (apelido que ganhou de um aluno). Ele usa o mesmo editor de texto há 25 anos. O programa, de código aberto, pode evoluir com o tempo. A pesquisa com programas de código aberto vem desde a década de 80. E, pelo seu caráter colaborativo, caminha muito rápido, com trabalho conjunto de pessoas que nem sempre se conhecem pessoalmente.

Maddog contou que o maior supercomputador do mundo roda Linux. O segundo e o terceiro, e 80% dos supercomputadores também.

Software livre no Telecentro

Na Campus Party, o Telecentro montado pela Prefeitura tem todos computadores rodando o sistema operacional Linux, de código aberto. Os cursos ministrados no estande lidam com programas de código aberto também, softwares profissionais, como o editor de imagens Gimp,  que não deixam a desejar frente aos programas fechados mais usados.

Oficinas da quarta-feira (21/01)

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Veja a programção de oficinas do Telecentro da Campus Party nesta quarta-feira (21/01). Os cursos são gratuitos e abertos à população.

11h – Tratamento de imagem

13h – Pesquisa na Rede: Vá direto ao foco!

15h – Animação de imagens

17 – Emprego: O que você busca? Pesquise aqui!

19h – Tratamento de imagem

21h – Pesquisa na Rede: Vá direto ao foco!

Gilberto Gil fala de tecnologia e dá palhinha

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No auditório de Inclusão Digital, a atração do começo da noite desta terça foi a Palestra Magna do cantor Gilberto Gil. No fim das contas, foi um descontraído bate papo sobre tecnologia e um pouco de poesia. O cantor comentou diversas canções de vários de seus momentos criativos e tocou para a platéia.

O tropicalista contou que suas primeiras canções com o tema em tecnologia “denotavam uma submissão a uma noção romântica do mundo” na qual a técnica poria fim. Só as canções mais recentes, continuou Gil, trazem uma visão positiva, esperançosa, otimista da apropriação das tecnologias pelo homem. Ou, nas palavras dele, a “humanização da tecnologia”.

Foi quando Gil percebeu que o homem “se apropria” da tecnologia para realizar os seus desígnios. Então o compositor pode criar letras como a de Banda larga cordel, que diz: “Quem não vem no cordel da banda larga vai viver sem saber que mundo é o seu”.